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Ministério da Magia

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1 Ministério da Magia em Sab Out 10, 2015 10:27 pm

Achlys

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Achlys
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Sede  administrativa de Ekalyon, lar da Corte de Justiça e do Conselho Real.



Última edição por Achlys em Sex Jul 21, 2017 7:22 pm, editado 1 vez(es)

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2 Re: Ministério da Magia em Dom Fev 14, 2016 12:37 am

Achlys

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3 Re: Ministério da Magia em Ter Jan 24, 2017 9:04 pm

Alaena

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Muitos tinham o Ministério da Magia como um lugar austero, onde homens e mulheres caminhavam em roupas conservadoras e sóbrias, ainda que de uma riqueza espetacular, vista nos detalhes bordados e nas joias. Talvez, em uma sessão da Corte de Justiça, com seus magistrados, fosse assim; mas não o Conselho. Nem todos os nobres concordavam, e a despeito da imagem que deveriam manter, insultos e farpas voavam de um lado para o outro, discussões inflamadas e que às vezes ameaçavam tornarem-se físicas.

Os Ministros sentavam-se em tronos ornados com o símbolo das regiões, madeira e metal em detalhes de vinhas, ondas, folhas ao vento e dragões, dispostos em maneira circular, cada qual cercado dos deputados da região. Os tronos do Rei e da Rainha estavam vazios, assim como a do conselheiro e da Imperatriz dos elementos. Os diplomatas e embaixadores estrangeiros estavam no andar superior, cada qual em uma espécie de camarotes.

Yerina soltou um suspiro quando um Lorde de Groundus tomou o palanque, e desejou que calasse a boca ao invés de provocar os estrangeiros, querendo culpá-los. O mais absurdo ainda era que houvesse gente concordando! Deuses, não bastava Mariabelle e Ashley argumentando por uma Regência e Rhaegar tentando colocar a culpa nela?




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4 Re: Ministério da Magia em Qua Jan 25, 2017 12:53 am

Elyss

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A chegada de Hecate e da Imperatriz acompanhando o rei foi anunciada por todo o salão, fazendo com que, por meros momentos, o silêncio tomasse conta do salão - em parte, havia sussurros rondando o pequeno grupo, que não podia deixar de se sentir como adentrando um covil de predadores. Ela, no entanto, se preocupava em tentar não transparecer o quão surpresa estava com a reação de Len - o rosto neutro, com apenas uma linha se formando entre os lábios, ainda que não deixasse de sorrir ao cumprimentar aqueles que lhe viessem prestar as devidas honras.

Poucos momentos depois, as vozes voltariam a tomar conta do recinto, ainda que de forma menos tortuosa quanto antes. O destaque se concentrava apenas naqueles que se dirigiam ao palanque, e mesmo assim pareciam ter discursos menos fervorosos do que antes.

"Para não assustar o rei? Como se ainda estivessem diante de um bebê." ela pensa, semicerrando os olhos. Ainda demoraria poucos minutos para que a reunião começasse, à espera de que todos estivessem em seus lugares e prontos para a discussão.

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5 Re: Ministério da Magia em Qua Jan 25, 2017 2:35 am

Alaena

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Admin. Alaena
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Foram poucas as vezes que vira o Conselho tão tumultuado, tão lotado. Olhava as tribunas e assentos dispostos, as pessoas sentadas, e podia reconhecer que quase não havia prepostos. Os donos das cadeiras compareceram em massa, mas não era surpreendente, não com os acontecimentos. Ao ver a expressão solene de Len ao tomar seu lugar no trono, sentiu uma faísca de orgulho: bom, não estava demonstrando fraqueza. Diante do escrutínio dos presentes, só uma brecha bastaria.

Tomando seu lugar, um trono pouco abaixo do dos reis, mas acima dos ministros e com uma bancada, começou a colocar ordem na Casa, mandando todos para seus devidos lugares e exigindo silêncio- parte do protocolo, e duvidava que fosse durar. Quando a situação aparentemente se acalmou, Hecate inspirou profundamente e preparou-se para o que viria.

- Senhoras e Senhores do Ministério, Senhores Embaixadores e Diplomatas.- Cumprimentou-os com tom de voz neutra, passando os olhos pela plateia que a assistia, atenta.- Nos reunimos aqui hoje para debatermos os acontecimentos da Noite Anterior, do ataque de origem desconhecida ao Arquiduque, e medidas para impedir que os eventos do ano anterior venham a se repetir. - Soltando o ar, ela ergue a cabeça, olhando para ninguém em particular.- Que se ergam, aqueles que tenham algo a dizer ao Rei.


Depois de atear fogo na palha antes do Rei, da Imperatriz e da Conselheira chegaram, Mariabelle tomara uma posição mais passiva, recostando-se no seu trono e ouvindo as discussões, quem poderia ser dobrado com facilidade, quem precisaria de um incentivo extra. Alguns nobres haviam começado a discutir baixinho quem deles deveria ser o primeiro, fazendo-a semicerrar os olhos, apoiar a mão na sua bancada e com toda a graça se erguer.

Uma ocasião como essa merecia um figurino especial, uma roupa ou acessório qualquer não funcionaria, não se quisesse causar algum impacto, e não lhe causava pouco orgulho que os outros ministros também soubessem. O vestido negro combinado com as joias de diamante, rubi e safira, além da bela tiara no topo do coque bem preso, a tornavam uma figura mais poderosa e intimidante do que já era.

- Conselheira Real, sua Majestade.- Cumprimenta-os com uma voz de soprano agradável, fazendo uma pequena cortesia a Len, como mandava o protocolo.- O Baile dos Embaixadores foi, certamente, um grande infortúnio, mas eu, assim como muitos outros dessa nobre casa, questionamos: foi ele um caso isolado, ou a culminação de algo que já se vinha se arquitetando?- Indagou, parando por alguns segundos por efeito dramático. Às vezes sentia-se como num grande espetáculo.- Desde o fim da ameaça de Near e da morte da Rainha Yuna, nosso país enfrenta o crescimento do crime organizado, de terroristas que por tantos anos ceifando vidas inocentes, aterrorizando nossa população. E que ação vemos do nosso Exército, da nossa Conselheira Real, do nosso Rei? Novas Construções. Restauração. Sobre o resto? Promessas que não foram cumpridas, ou apenas o silêncio. Que governo é esse, que coloca a segurança de lado, que lança festas e eventos como se tudo estivesse bem, como se membros dessa tão nobre casa não houvessem sido brutalmente assassinados?- Ao redor, cabeças concordavam: homens e mulheres ali presentes haviam perdido suas famílias, e queriam vingança.

Ao terminar, ela voltou a sentar-se, colocando o cotovelo sobre a bancada e apoiando o queixo com as duas mão entrelaçadas. Não precisava que o Rei fosse fraco, só precisava pintá-lo como tal, fazer com que os nobres enxergassem como tal, e havia outros meios de fazer isso que não abertamente. Não duvidava que o garoto poderia vir a ser um bom rei - embora tinha certeza que seus ancestrais estariam se revirando nos túmulos de terem de se curvar a alguém que não aos descendentes de Adonai, ela bem sabia que a mãe detestava - mas não naquele momento. 

Ekalyon precisava de um Rei, e Len Branthése não possuía a experiência necessária para sê-lo.




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6 Re: Ministério da Magia em Qui Jan 26, 2017 8:17 pm

Elyss

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Desde sua chegada até o início da sessão, Geraint havia se sentado, na maior parte do tempo em silêncio, mas também discutindo e recebendo informações dos nobres de Wyndus e os conselheiros indicados - no entanto, a surpresa pelo que foi o evento da noite anterior não deixou de pegá-los desprevenidos, e a ele só restava imaginar se algum outro ministro também havia passado por isso: se a resposta para essa pergunta fosse negativa, só indicava que estavam à espreita de um desastre para atuar. Considerando a natureza de alguns dos outros colegas, ele não duvidava disso.

Não transparecia aos olhos de tantos, mas para ele próprio não deixava de ser um fato que ele não nascera para aquele lugar: os jogos, a atuação e a hipocrisia não faziam parte de si, guerreiro e explorador, mas, para ser sincero, também não achava que fizesse parte do suposto mundo moderno em que diziam estar vivendo, mas alguns males são difíceis de se livrar.

- Sua Majestade, Conselheira. - ele os cumprimenta e realiza a reverência necessária frente ao rei. Nesse momento, até a ordem em que ele se referia parecia fazer diferença, e não podia deixar de pensar que Mariabelle o fizesse de propósito. - As inquisições de Lady Ashënnbert são duras, mas entre elas também há o peso da verdade: a verdade de que por mais tempo do que poderíamos ter nos permitido nos vimos dependente do que era a Shinrakuen, uma estrutura que não só reuniu muitos dos aqui presentes, mas que também monopolizou nossa força militar. - ele começa, limpando a garganta. A indireta não sairia barato, mas era o suficiente para fazer seu ponto. - No entanto, bem como Lady Von Eizenberg definiu, não estamos reunidos aqui para apontar ou crucificar um culpado, especialmente se para isso formos esquecer nossa contribuição para os próprios erros que teriam levado a esse momento. Não, nosso objetivo agora é nos reerguer para impedir que outro ataque aconteça, quais as medidas que devem ser tomadas daqui para frente e como vamos enfrentar essa ameaça. - prossegue, esperando mudar o foco da discussão para o que realmente importava: como proceder nessas situações, como garantir a segurança dos cidadãos, mas parecia que existiam mais pessoas ali interessadas em ficar remoendo o passado do que ele gostaria. - Ficou claro que ainda não estamos em um momento de paz e regozijo, mas sim em que a cautela deva predominar, e é necessário que mobilizemos nossas forças de acordo.

Após sua fala, ele volta a se sentar, repousando as costas na cadeira ao invés de se debruçar sobre a mesa, em uma posição que demonstrava o respeito à solenidade requerida tanto pela casa quanto pela ocasião.

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7 Re: Ministério da Magia em Qui Jan 26, 2017 10:24 pm

Alaena

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Ao contrário do que que se poderia esperar, os nobres de Vulcanus estavam bem contidos, observando e dialogando baixo entre si do que bradando palavras de ordem e discursando na tribuna, em não pequena parte devido ao semblante do próprio ministro: recostado no trono de metal, um sorriso brincando em seus lábios, ocasionalmente lançando indiretas à Yerina. Rhaegar podia sentir o medo dos nobres, o receio se alastrando como fogo em palha; como a animosidade e reprovação que alguns tinham pelo novo Rei e a Dinastia afloraram.

Quando Geraint se sentou, Rhaegar começou a se erguer, e os nobres de Vulcanus silenciaram-se em sinal de respeito. Não havia feito planos para discursar.

- Sua Graça, Conselheira.- Ele cumprimenta-os, fazendo uma pequena reverência.- Lorde Alterèsia e Lady Vi Alstraim tem razão: nossa dependência de Shinrakuen nos trouxe aonde estamos agora, fracos enquanto o terror e a criminalidade cresce.- A expressão dele tornou-se grave.- Eles sentem a insegurança no ar, Majestade. Para eles, o senhor  não é o Rei de Ekalyon, mas uma criança brincando em um jogo muito mais complexo do que sua pouca idade poderia compreender.- E ali estava, claro como água, a opinião que muitos membros da Casa sentiam, que ele concordava. - A Casa está dividida entre, sua graca. Muitos senhores aqui presentes prefeririam evitar uma regência e a instabilidade típica do período, porém, a Casa Real não lhes dá sinais de que está preparada para tal, por motivos já citados. E isso é perigoso: uma nação dividida não vai se sustentar enquanto nossos inimigos espreitam. É preciso que alguém time a dianteira e a unifique.

E se o Rei não conseguia fazê-lo, a Nobreza teria de intervir. Rhaegar preferiria ter um Rei, tornava a negociação e a tomada de decisões mais fáceis, contudo, se o Rei era inexperiente e não percebia o que  precisava fazer nem realizar seu propósito... A regência de tornava uma melhor opção.




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8 Re: Ministério da Magia em Ter Fev 07, 2017 2:25 pm

Elyss

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Ao contrário da precaução e, até, do tom debochado que pairava sobre os grupos dos outros ministros, era uma completa surpresa o silêncio que recaia sobre os nobres e conselheiros de Hydrogus. O motivo? O claro mau humor estampado na face da Ministra da região: não era de se admirar, afinal, havia visto sua filha ser colocada em perigo de novo, e dependeu das habilidades do guardião para não enfrentar o caos da saída. Imperdoável!

Mal Rhaegar havia terminado sua fala, ela se levantava, com todo um ar que silenciou a sala - a reputação criada por seu pai na geração anterior lhe ajudou, é claro, fazendo com que o nome dos Wynvernihs passasse de respeitado para temido, e só em horas como essa que ela pensava em agradecê-lo. O sentimento, no entanto, passou rápido.

- Conselheira Eizenberg, Majestade. - ela cumprimenta-os, ainda que com um simples aceno da cabeça, o suficiente para que reconhecesse a presença deles. - É preciso reconhecer a tentativa de fugir ao foco desta discussão, mas se observarmos bem, a lógica não pode ser negada: para que conhecíamos a solução de um problema, é necessário, antes, reconhecer a sua origem. Do contrário, o mesmo problema de repetir outra e outra vez, até que sejamos capazes disso. - ela começa. - Afirmar que a culpa para os eventos de ontem foi a descentralização pós-Shinrakuen é tentar eximir nosso governo de culpa; tentar culpar somente a administração é tampouco razoável. O fato é: estávamos relaxados. Uma grande ameaça foi derrotada pelo emprego de nossas forças, mas ela não era a unica, e ainda foi o suficiente para que esquecêssemos das outras que ainda se encontram em nossos meios. E quanto aos Rozencreux? Acredito que já tenham sido chamados para depor? - um silêncio recaiu no ministério depois da ultima fala, cujo ressentimento era palpável. - O que percebo é um governo que se permitiu ficar despreparado frente ao perigo, e com isso admitiu pôr sua própria população em risco. Como o Ministério, não podemos permitir que essa situação continue. Se o governo se mostrou despreparado, é nosso dever restaurar a ordem.

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9 Re: Ministério da Magia em Ter Fev 07, 2017 9:10 pm

Alaena

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Durante todos os discursos, Hecate ficou de pé, fitando cada um dos Ministros e quanto falavam, e quaisquer um que olhassem para si veriam uma expressão que normalmente não demonstrava: o cenho levemente franzido, a boca escancarada, e os olhos âmbar brilhando.

-Que ideia maravilhosa, Lady Wynvernihs, chamar os criminosos mais procurados do Reino para depor. Tenho certeza que seriam extremamente cooperativos e dispostos a auxiliar-nos... Se oferecêssemos uma anistia.- O tom pingando de ironia arrancou risadas de mesmo alguns nobres, mas logo morreram quando a Conselheira não sorriu. -  Estamos focando em reconstruir e restaurar, na aparência ao invés da segurança? Porque não olham a pauta dos seis meses passados? Eu tenho-a aqui comigo.- Alguns visivelmente empalideceram, quando Hecate puxou o papel e arrumou os óculos.- Terça, semana passada: aumento do policiamento atrasado por fillibuster. Você deve lembrar, Lorde Montague, falou durante sete horas.- Afirmou, lançando um olhar a um nobre particularmente exaltado de Groundus.- Quarta, semana retrasada: pedido de alteração da pauta a tratar de armamentos novos de detecção mágica para as Forças Armadas movido para daqui a dois meses. Por Lady Ashryver.- A nobre próxima a Ashley desviou o olhar.- Vamos voltar mais três meses: efetivação de dois novos Generals para a Divisão Antiterrorismo, mais uma vez atrasada duas vezes seguidas por pedido de revisão e filibuster.

Havia um prazer quase vicioso em ver as faces acuadas, outras contorcidas ou duras de raiva. Ótimo, a reação significava que sentiam.

-A coroa não esqueceu das outras forças batendo a nossa porta, das nossas prioridades. Estamos bem lembrados. As propostas e pautas não mentem, os relatos das sessões não mentem. E os atrasos e manobras para atrasar e impedir votações arquivados também não. - Segurou as bordas do púlpitos e inclinou-se.- Que Nobre é esse, que faz do possível e impossível, do marginalmente ilegal para fazer os chefes de estado parecerem incompetentes e colocarem o povo em risco pelos seus próprios interesses?

Voltando a sua posição original, pelo canto dos olhos Hecate conseguia ver Mariabelle branca de fúria, tendo seu discurso usado contra si. Eles precisavam ser lembrados que fora treinada para saber como lidar com eles desde criança, que fora parte da Casa e conhecia todo seu regimento— e que não ia hesitar em usar aquilo em seu benefício.

Com o lugar em um silêncio descontente, quase acuado, ela ergueu a cabeça, alta e digna.

-Seu Rei irá dirgir-se diretamente ao senhores agora. Sua Majestade, Len I Branthèse.- Ela diz no mesmo tom mais duro, não podia mostrar leveza, mesmo com o Rei, mas seus olhos estavam mais suaves quando encontraram com os de Len, ao fazer a pequena vênia e abrir o caminho.




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10 Re: Ministério da Magia em Ter Fev 14, 2017 12:47 pm

Elyss

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Ele precisava ser sincero: não esperava tamanha hostilidade vinda dos Ministros, especialmente quando eles mesmos faziam parte do governo que tanto criticavam. Manter a calma, no entanto, não foi um problema - o que acontecera no dia anterior não lhe deixava oportunidade para rir, chorar ou se desesperar. Se levantou após ouvir as palavras de Hecate, e por alguns instantes o salão pareceu mais silencioso que o normal, talvez até pela decência de alguns participantes mais exaltados de se calarem após o discurso da Conselheira Real.

- Senhoras e senhores, não pensem que não considerei ou que deixarei de considerar o que expuseram aqui, e o que uma crise é boa em apontar são nossas próprias falhas e omissões. - ele começa. - Mas são erros que não deviam estar ali, que não deviam existir e por existirem colocaram em risco a vida de nossa população, ainda que nenhuma fatalidade tenha ocorrido. E isso parece ser a única coisa em que todos podemos concordar. Mas, de que adiantaria arriscar trazer mais instabilidade ao governo? Quais os benefícios de atrasar ainda mais as decisões deste Ministério? Nenhuma, ainda mais se podemos estar nos deparando com uma nova ameaça. Uma ameaça que não vai se restringir apenas a Ekalyon, tenham certeza. - ele diz. - Um ataque a um baile que reunia algumas das mais notáveis personalidade dos 5 reinos não é uma mensagem qualquer, e nisso Lady Wynvernihs detinha razão: nos acomodamos à paz sem tê-la alcançado. O maior efeito do ataque não foi apenas uma demonstração de força sobre nós, mas a divisão desta casa como Lorde Gaerntheon destacou: decisões não serão tomadas, e o caos se vê livre para se espalhar, corromper e destruir. Não podemos permitir isso, pois seria a última e mais fatal falha que poderíamos cometer enquanto protetores da nação.

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11 Re: Ministério da Magia em Qui Fev 16, 2017 10:09 pm

Alaena

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Admin. Alaena
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Tendo passado mais da metade de seus quase cinquenta anos de vida em Ekalyon, como esposa de Draco Hyperion, muitos tomavam como fato consumado de que Yerina já se adaptara à vida política do país. De fato se adaptara - fora forçada a se adaptar, quando assumiu todo o peso dos Hyperion no Conselho - e aprendera as regras do jogo, o que não significava que tinha de gostar delas. Como a herdeira dos Lagrimven, fora ensinada a colocar seu dever, seu país e o bem dele, acima de quaisquer ambições particulares e desavenças, como Forsythia, a Fiel, fizera tantos séculos atrás. Então, dizer que o Conselho a frustrava e exasperava não estava longe da verdade.

A cada discurso, mais seu cenho franzia, com mais força as mãos apertavam o vestido. Ao perceber que Yerina tinha toda intenção de se erguer e falar, Mariabelle lhe lançou um olhar censurador, e foi respondida na mesma moeda. "Tente", dizia, "Tente e veremos quem vai queimar". Os nobres de Groundus sabiam mais do que tomar partido entre as duas damas. Mariabelle semicerrou os olhos, "Haverá retorno", parecia dizer.

Que houvesse. Yerina aprendera o jogo com Draco, ela o vencera, e a Ministra de Groundus não passava de uma aranha de jardim se comparada ao marido morto. 

- Sua majestade e a conselheira estão corretas.- Afirmou logo após o Rei ter terminado seu discurso, enquanto a se erguia. A voz de cadência firme e austera, ressoou pela câmara, fazendo cabeças virarem em sua direção. Inclinou a cabeça brevemente ao rei e a conselheira em sinal de respeito antes de continuar.- Nos últimos meses, esse Conselho não fez nada mais, nada menos, do que atrasar pautas importantes, de apresentar manobra atrás de manobra. Não fez nada além de colocar os próprios interesses e desavenças diante do único bem que deveria importar nesse momento, deixando a pólvora se acumular até que só uma pequena faísca causaria uma explosão.  - Seus olhos cinzentos percorreram a câmara, duros como aço.- E mesmo após a explosão, negam sua parte da culpa, desviando-a para outro. Bradam aqui sobre a segurança, a ordem, a necessidade deles quando cruzaram os braços e recusaram-se a fazer o que podiam.

Hipócritas, acusava sem apontar ninguém em especial, sem citar nomes. Via o efeito de suas palavras no modo como a olhavam, como enrijeceram em seus lugares. Bom.

- Insistem aqui em uma Regência, mas quando foi uma regência um período mais estável, que não gerou medo, revolta, e incentivou a corrupção? Pouquíssimas vezes, senhores. Pouquíssimas. Nenhuma nos últimos trezentos anos.- E não haveria como contra-argumentar, porque era um fato. Não estava passível de interpretação.- E que garantia a mesma casa que egoistamente colocou seus interesses acima do Estado tem que faria melhor, se colocada no poder? Quando praticamente todas as propostas foram justamente para fazer exatamente aquilo do qual acusam sua Majestade? Supõe que o povo vai entender, porém, o que vão pensar quando anularem o poder do filho da Rainha que deu a vida por esse Reino? 

Porque, ao se tornar uma mártir, Yuna havia criado um exemplo e uma expectativa de Len, entretanto, era uma proteção. Se ele caísse, haveria protestos. Ela lembrava da raiva dos projetos, de como os dela e os dos outros que realmente queriam ver melhoras sendo atrasados, se não dispensados. 

- Querem alcançar uma ordem, um acordo, mas em seus próprios termos, o que lhe é conveniente. Enquanto seus interesses forem satisfeitos, muitos se farão de cego para os problemas. - Semicerrou os olhos.- E, lá fora, podem fazer o que bem entenderem. Contudo, aqui dentro, somos os representantes do Estado, agimos no interesse dele, independente dos particulares. E falhamos miseravelmente no nosso mais básico dever.

E com a cabeça erguida, Yerina voltou a se sentar, a face impassível.




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12 Re: Ministério da Magia em Sab Out 07, 2017 9:58 pm

Elyss

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O silêncio provocado pelas diversas cabeças que absorviam o peso e o conteúdo das palavras, não, das acusações de Yerina Hyperion se prolongou por mais tempo do que qualquer outro, mas a erupção de pessoas falando veio com tudo: membros se levantaram para tentar retrucar, apenas para serem respondidos por outros membros que lhes apontavam o dedo; alguns ministros tentaram reestabelecer a ordem, mas a não ser que quisessem levantar a voz desnecessariamente seus pedidos caíam surdos por entre as diversas discussões que continuavam a se multiplicar.

Ele olha para Hecate, que apertava a têmpora frente ao caos que o salão havia se tornado, e não precisava de nenhum poder para saber o que estava passando em sua cabeça - afinal, supunha que não estivesse pensando em algo muito diferente do que ele mesmo: a mensagem foi completamente conveniente e positiva, no sentido em que colocou um novo 'culpado', por assim dizer, na mira do ministério, tirando os holofotes do governo, mas ao mesmo tempo o clima atual fazia com que qualquer tentativa de chegar a uma conclusão ou decisão haviam descido por água abaixo.

O caos se prolongou por mais alguns minutos até que ele pudesse enxergar uma mínima brecha para poder se manifestar.
- Silêncio! - ele exclama, e os mesmo os mais insistentes foram se calando aos poucos. O problema, no entanto, era que todos estavam olhando para si. - Esse parece ser o tipo de comportamento que vai nos levar a algum lugar?! É como a concretização do que há pouco foi dito: a incapacidade de se tomar decisões e o caos que a ausência delas instaura. Uma ameaça tão insidiosa ou terrível quanto a que este reino enfrentou há menos de um ano esgueira-se entre cada sombra, pronta para se aproveitar da discórdia e de qualquer fraquejo que lhe presentearmos, mas aí está a questão: precisa que essa brecha seja oferecida, e parece ser isso que estamos querendo fazer hoje. - ele diz, e sinceramente não saberia explicar de onde a coragem para se direcionar assim estava vindo, mas tinha a certeza de que não podia permitir que o Desastre que tirou a vida de sua mãe se repetisse, e o quão similar tudo estava parecendo para permitir que culminasse nisso. - E mesmo enquanto eu estou aqui, me dirigindo a vocês, existem aqueles, lá fora e aqui dentro, determinados a aprofundar as divisões que nos separam, e enquanto meu dever enquanto Rei permanecer o mesmo de ter o bem estar desta nação em mente, eu não posso permitir que este conselho continue dessa forma. A sessão será encerrada por hoje e retornará quando requisitada. - ele pro fim declara.

Suspiros e sussurros indignados tomam conta do ar, mas ninguém parece interessado em contestar a decisão enquanto se levantam e se retiram do salão.

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13 Re: Ministério da Magia em Qui Out 19, 2017 11:59 pm

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