Crônicas de Vëlimir
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Origens

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1 Origens em Dom Jan 03, 2016 9:16 pm

Achlys

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Achlys
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Formado por planaltos que se estendem até onde os olhos podem ver, Ralion é um reino extenso e, apesar de nos dias atuais isso se mostrar como benéfico por garantir a diversidade de exploração e de comércio, nos primórdios de sua história não foi bem assim. A primeira família que se estabelecera ali fora os Hevelthrim, ou pelo menos os primeiros que se estabeleceram como família. A eles, portanto, fora dado o direito de governarem as terras que haviam reclamado como suas, mas surgia um problema: com ou sem magia, as extensões do que seria seu reino eram grandes demais para serem administradas individualmente, então o Rei agraciou alguns de seus mais valorosos servos com pedaços de território. Jurados a defender e conduzir o território da forma mais vantajosa para o reino, os servos tomaram posse de suas terras e por séculos continuariam assim, como senhores de cada região à serviço do rei.

No entanto, liberdade e poder podem facilmente desenvolver-se em arrogância e prepotência. Foram poucas gerações necessárias para que o pacto entre os Hevelthrim e seus nobres servos fosse adulterado, gerando mais benefícios para uma das partes do que para a outra. Grandes fortunas foram feitas à base de impostos sobre a população, de desvios de investimentos oficiais e duvidosos contratos comerciais, práticas que, muitas vezes, nem sequer eram realizadas sigilosamente. O que prevalecia naquela época era, de fato, um escárnio para com a coroa - era como se a família real dependesse desses nobres, não o contrário. Infelizmente, esse pensamento também chegou a influenciar pesadamente os monarcas, que pouco ou nada tentaram fazer para mudar essa situação, permitindo que os excessos continuassem.

Com isso, foram tantas as medidas aprovadas que mancharam a história de Ralion e, em especial, temos a escravidão. O comércio de uma mão de obra barata e abundante não só movimentava o mercado entre outras nações que os provinham, como também a própria exploração interna de ouro, metais e pedras preciosas, completamente feita por escravos que suportavam as condições que seus senhores lhes impunham.
Não foi surpresa para nenhum verdadeiro observador quando uma tragédia se seguiu, um colapso nas estruturas que suportavam a parte principal das minas que, se não foram soterradas pelo desmoronamento inicial, ficaram presas no subsolo e morreram sufocadas. O episódio foi um choque que trouxe o reino para o centro das discussões internacionais que questionavam suas atividades e, por outro lado, o episódio também foi o estopim para Cadmus Hevelthrim, o monarca na época, iniciar a reforma que tanto planejava, mesmo que seu reino tivesse que entrar em crise.

O comércio exterior teve um declínio abrupto, com manobras da coroa para que portos fossem fechados e, aliado a imensa desconfiança para com os negociantes de Ralion que, supostamente, eram coniventes com a tragédia, fizeram com que investimentos fossem perdidos e acordos fossem quebrados. A economia entrava por uma crise, especialmente por ser muito pouco desenvolvida internamente: os territórios tão independentes e, não raramente rivais, pouco comunicavam-se entre si, e logo então voltaram-se para a coroa, mas sem a sombra da grandiosidade que anos antes ostentavam. Estavam à beira da falência, com uma revolta popular pronta para acontecer, e pensavam em se aproveitar da benevolência real mais uma vez. Não foi exatamente isso que aconteceu, pois o rei Cadmus estava mais do que preparado para negociar, completamente consciente da posição que os outros nobres se encontravam. No final, ele aceitou um acordo, mas não sem muitas condições a serem cumpridas: a escravidão seria abolida; os territórios possuiriam um correspondente da coroa que supervisionaria seus proprietários; a influência e os privilégios dos nobres seria reduzida na medida que a coroa aumentaria seu poder; seria criado um Parlamento que cuidaria da administração pública geral ao lado do Rei, não sendo mais um conteúdo a ser decidido pelo senhor do território; entre outros. Sem escolha, todas as famílias se viram obrigadas a se submeter às exigências do Rei para que não fossem devastadas por um movimento popular ou perdessem seus títulos.

Foi com a seriedade de um monarca que Ralion viu-se capaz de superar uma crise que arruinava o reino pouco a pouco, e desde então fez dessa característica essencial para a escolha do próximo governante: que fossem austeros, íntegros, capazes de tomar as decisões que mais ninguém poderia; alguém em quem a população poderia confiar sua liderança, que fosse digno e responsável pela vida de cada um de seus súditos. Naquela tarde, seria verdadeiramente fundada a nação de Ralion.

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Nobreza escreveu:-Hevelthrim

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