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Ruas da Capital

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1 Ruas da Capital em Dom Fev 14, 2016 2:07 am

Achlys

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Achlys
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Relembrando a primeira mensagem :





- ❇ the gods play their games
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101 Re: Ruas da Capital em Seg Maio 16, 2016 4:20 pm

Alaena

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Admin. Alaena
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Ela solta um suspiro de alívio ao ver a mãe, não perturbada pela comoção. Pelo contrário, ela teria estranhado se as pessoas não olhassem, se não inclinassem as cabeças e sussurrassem. Estava acostumada com esse tipo de atenção, sendo uma Wynvernihs, e por mais que às vezes fosse incômodo, no fundo Charlotte sempre sentia -se ultrajada quando algo assim não acontecia. Tomava a atenção e os olhares como dados, e sentia-se outra pessoa sem eles.

Arrumando o vestido, ela retribui o sorriso da mãe com um sorriso bastante afetuoso próprio.

-Melhor agora que a senhora chegou.  - Ela diz e devagar da um abraço apertado na mãe, mas afasta-se logo em seguida e arruma a postura, lembrando-se que não deveria demonstrar afeição assim em público.- Adorei a roupa! Mathin Schreaver, suponho?




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102 Re: Ruas da Capital em Seg Maio 16, 2016 7:14 pm

Elyss

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Admin. Elyss
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Ela assente com a cabeça, confirmando a suposição da filha.
- Correto. - ela diz. - Algo simples, já que precisarei me trocar em breve. - ela continua, sem nenhum pingo de humildade. - Mas você está adorável, como sempre.

Ao terminar de cumprimentar a filha, ela vira-se para a atendente e faz um leve sinal com os olhos, ordenando que fosse chamar os especialistas que tratariam de si e de sua filha. Amedrontada, a funcionária retira-se sem pensar duas vezes, desligando o telefone imediatamente e deixando a fila na entrada crescer. As clientes que procuravam marcar ou remarcar faziam caretas indignadas e começavam a cochichar entre si, mas nenhuma ousava encarar a Sra. Wynvernihs diretamente.

- Sem mais delongas, vamos nos aprontar. - ela diz e volta a encarar a filha. - Mas me diga, como foi o primeiro dia? E para o baile, o que decidiu usar? - ela pergunta, verdadeiramente interessada.




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103 Re: Ruas da Capital em Seg Maio 16, 2016 8:42 pm

Alaena

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Admin. Alaena
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Ela solta um suspiro ao ouvir a pergunta de Ashley sobre seu primeiro dia.

- Houve um incidente mais cedo no banheiro e passaram na minha frente, mas felizmente não me atrasei por isso. - Torce delicadamente o nariz ao lembrar-se disso, mas balança a cabeça. Como Demitri dissera, era uma besteira para ficar irritada. - Os professores novos são ótimos! Uma delas é uma Mestra de Poções de Ralion, Relliya Havren, substituindo a senhora Katherine. O de História da Magia, creio que a senhora irá aprovar, é o filho de Merise Montliyet.

Ela olha ao redor e solta um suspiro que nem sabia que estava guardando, aliviada que a mãe chegará e adiantara as coisas. Não parecia muito afetada, o fato dos cochichos e de que algumas pessoas, mais ousadas olhavam para si com olhos em fúria. Ela empertigou-se, ajeitando-se nos pés e sorriu para a mãe. Sacando seu pequeno tablet da bolsa e deslizando até achar o que escolheu, e mostra-o a mãe.

Era um vestido de rosa-chá, liso, de um tecido opaco finamente confeccionado, delineando de leve suas curvas. Até aí, bem simples. A grande beleza era a capa por que alcançava pouco abaixo do busto, que caía para trás até seu pés, de uma renda um pouco mais grossa, ricamente trabalhada ao centro e menos ao longo do resto da capa, toda em pedrarias trabalhadas à mão, cristais e raros diamantes rosados. Para o cabelo, junto ao vestido, estava separada um coque delicado, envolto por uma trança, com uma fina tiara de ouro rosa, diamante e rubis rosados, digna de uma princesa, com brincos longos e cravejados nas mesmas pedras da tiara.

- Que acha? - Ela indaga, docemente.




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104 Re: Ruas da Capital em Ter Maio 17, 2016 5:31 pm

Elyss

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Ela escuta atenciosamente a filha falar do primeiro dia no segundo ano, reagindo silenciosamente a cada descrição: a testa franzida quando ouve o episódio desrespeitoso contra Charlotte, afinal, quem essas tais colegas de quarto pensavam que eram? Em seguida, quanto aos nomes dos novos professores, não deixou de abrir um leve sorriso ao saber que os antigos haviam mudado - primeiro, menos um Artwaltz perto de sua filha, e segundo por imaginar maior competência profissional.

"Relliya Havren? Mestra em Poções? Preciso checar isso." ela pensa, ainda que sorrisse e acenasse para a filha.

- Nathaniel Montliyet? Impressionante. - ela comenta, verdadeiramente surpresa. No entanto, era mais pelo fato de um herdeiro de uma família nobre estar atuando como um simples professor. "Para todos os casos, não vou deixar de comentar isso com Merise. O que será que deu errado?"

Em seguida, ela vai analisar o vestido escolhido pela filha. Inicialmente com um rosto sério, analítico, passou os olhos de cima a baixo no vestido - verificava, assim, se o mesmo estaria adequado para Charlotte, que não fosse simples e a fizesse parecer menos do que era, nem que fosse escandaloso. No fim, abriu um pequeno sorriso, aprovando o modelo.

- Certamente estará linda no baile, e apropriada. - ela responde, afagando levemente o topo da cabeça da menina. - Ainda mais depois de um belo tratamento aqui no salão.




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105 Re: Ruas da Capital em Ter Maio 17, 2016 5:56 pm

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Ela abre um largo sorriso para a mãe, feliz que ela aprovara da escolha feita.

- É o que espero. - Responde, sem conseguir esconder sua animação, e seus olhos brilham ao ver os especialistas aproximando-se, com as costas eretas, as roupas impecáveis e sem nada fora do lugar. Provavelmente haviam passado algum tempo sobre o escrutínio da dona, para impressionar a senhora Wynvernihs, de quem uma palavra bastava para destruir qualquer credibilidade que o Salão de Narciso possuía. - Vamos, mamãe? - Ela indaga, acenando levemente com a cabeça na direção dos profissionais.




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106 Re: Ruas da Capital em Qua Maio 18, 2016 8:58 pm

Elyss

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Ela segue o olhar da filha e, ao confirmar a presença de ansiosos funcionários preparados para recebê-las com sorrisos forçados, assente com uma expressão neutra no rosto.

- Vamos sim, não queremos nos atrasar com os preparativos. - ela diz e vira-se completamente, dirigindo-se à entrada apontada pela recepcionista que ainda não havia voltado para seu posto. - Não é educado fazer os outros convidados esperarem nossa presença. - ela continua.




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107 Re: Ruas da Capital em Qua Maio 18, 2016 8:58 pm

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Ela faz um aceno com a cabeça, concordando com a mãe, e a segue para dentro do salão.




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108 Re: Ruas da Capital em Sab Maio 21, 2016 3:12 pm

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A experiência estava sendo exatamente como ela havia esperado: frustrante. Primeiro, havia sido levada para um grandioso quarto quase todo ocupado por uma banheira com água quente, além de várias pétalas de rosa flutuando sobre a superfície. O cheiro dos incensos acesos pela sala eram extremamente doces, e quando tentara reclamar disso apenas foi "educada" em como faziam bem para a pele.

Assim que ela descobrisse de quem fora a ideia dela se arrumar naquele lugar, ela iria ter a certeza de mandá-lo para a área de impostos. Pelo menos assim o sádico veria sofrimento o suficiente para satisfazê-lo.

Com um longo suspiro e muita força de vontade, ela passaria pela etapa do banho relativamente intacta: podia jurar que com a força com a qual as escovas e toalhas foram passadas sobre seu corpo ela sairia dali coberta de cicatrizes de guerra, mas, de fato, a pele parecia mais macia quando foi enfiada no roupão do salão. Encaminhada logo de seguida para tratar do cabelo, ela assistiu quieta a passarem cremes e loções pelo seu rosto, braços e pernas, além de todas as vezes que seu cabelo fora enxaguado e limpo. Podia jurar ouvir a cada intervalo alguns empregados reclamando entre cochichos sobre o "estado deplorável de sua raiz" e até mesmo questionando se não se trataria de uma mendiga. Ela segurava a risada, até porque a força com a qual penteavam seu cabelo a fazia se perguntar se ainda restaria um fio em sua cabeça para contar a história.

Após isso, ela mal sabia que poucas experiências poderiam ter lhe preparado para a montagem do penteado e a maquiagem. Além de ter de obedecer tarefas aparentemente impossíveis de "ficar parada" enquanto alguém arrumava seu cabelo e fazia suas unhas, ainda fora ""gratificada"" com a conveniente possibilidade de ter uma pessoa sugerindo quais acessórios deveria usar com o vestido em 3 possíveis conjuntos, uma apresentação breve dos outros convidados e até um discurso sobre a história de Ekalyon - e do salão, claro.

Seu cabelo estava sendo arrumado com um babyliss, já que era naturalmente liso por si só. Enrolando mechas em volta do aparelho e mantendo-as ali por um tempo, os profissionais faziam com que cachos imperfeitos pendessem um a um, além de passarem um tipo de produto especial para manter a forma durante toda a noite.




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109 Re: Ruas da Capital em Sab Maio 21, 2016 6:09 pm

Alaena

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Os atendentes a levaram pelos corredores de mármore, decorados com pinturas caras e detalhes dourados até um quarto similar ao de Ashe, com uma banheira circular de água quente, um cômodo para a troca de roupas e outro para a maquiagem. O vapor da banheira misturava-se com o dos incensos, jasmim e flores de fogo, um perfume que a lembrava de casa, dos jardins do Castelo de Hemera. Deixou que a ajudassem a retirar a roupa, não que precisasse, e soltou um suspiro aliviado ao ser deixada em paz.

Entrou na banheira, e a água fervendo, borbulhante, que queimaria qualquer pessoa normal, para ela não passava de uma pena fofa sobre sua pele. Na tranquilidade em que se encontrava, com todo o corpo submergido e apenas a cabeça de fora, ela não se importou mais de manter a aparência humana. Nos seus braços, pernas, ao longo de seu corpo e abaixo de seus olhos as escamas ergueram-se da pele, tornando-se visíveis e saindo vapor entre elas, do calor natural de seu corpo. Pegando uma esponja e despejando um óleo-sabonete das mesmas flores cujo perfume inundavam o quarto, ela passa-o por toda a extensão do corpo.

Alguns minutos depois, há batidas na porta e, soltando um suspiro decepcionado porque não ficaria mais tempo sozinha, as escamas retraem-se e ela volta a parecer completamente humana. Soltando um "podem entrar" abafado, os vários atendentes correm para dentro, trazendo consigo um robe vermelho, colocando-a dentro dele. O que se seguiu depois foi, novamente, fazer a lavagem final de seu cabelo, com todos os produtos necessários para fazê-lo ficar macio e sedoso.

Enquanto duas pessoas arrumavam seu penteado, mais duas faziam sua manicure e pedicure, tirando as quase inexistentes cutículas, lixando-as e pintando-as: as da mão de vermelho, as dos pés de nude. Por todo o processo jorravam elogios a si e sua família, e uma até suspirava por Aegon, e ela teve de se controlar para não rir e afirmar que ele já estava comprometido com uma outra garota que se encontrava no salão- ela sabendo disso ou não.

Quando terminaram seu cabelo, uma trança de cada lado que se uniam num coque elegante, com mechas soltas que lhe davam um ar jovial, e quando suas unhas já haviam secado, levaram-na para o outro cômodo, para a maquiagem e para colocá-la no vestido e nas joias e que haviam sido separadas desde antes.




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110 Re: Ruas da Capital em Dom Maio 22, 2016 4:55 pm

Elyss

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Admin. Elyss
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Seguindo um grupo de funcionárias por um corredor estreito de mármore branco, com as decorações de rodapé envoltas por delicados e precisos detalhes em ouro, ela é levada até uma gigantesca sala de banho, com direito a uma pequena cascata que caía da jarra de uma estátua branca do outro lado da sala. O local era mais abafado, fechado, e a temperatura da água não ajudava muito a melhorar a situação: o vapor deixava sua superfície, exalando uma onda morna e aconchegante.

Com um pequeno aceno ela permitiu que lhe ajudassem a se despir, procedendo a passar cremes em sua pele, além de loções perfumadas. Entrando lentamente na banheira, ela senta-se em um dos primeiros degraus e as funcionárias começam a fazer uma massagem em seus ombros e no cabelo, não poupando elogios sobre si, sua família, comentários sobre o evento, além das perguntas de praxe sobre "a água está na temperatura adequada?", "as loções estão a seu gosto?", entre outras. Respondendo a todos os comentários devidamente, permitindo-se vez ou outra um tom mais cínico do que o seu normal, ela observa as funcionárias se retirarem para buscarem as toalhas e o roupão.

Soltando um suspiro impaciente, profundo, ela olha para os lados, na direção dos incensos acesos. Rosas, tão clichê. Os arranjos suspensos no teto eram uma variação de lírios brancos e rosas vermelhas, escarlates, pendendo sobre bandejas de ouro. No fundo, achava o lugar extremamente cafona e inconveniente, que confundia prover um serviço de qualidade com bajulação. Raios, poderia ir em 2 estabelecimentos diferentes e sair com o mesmo resultado, mas nada substituiria a oportunidade de declarar como fora se preparar ali, e blá blá blá. Foi nesse silêncio que as palavras de Isla voltaram, forçando-a a franzir o cenho enquanto encarava o próprio reflexo sobre a superfície da água.

"Brutamontes" ela pensa, pensando no tom de quem seria sua colega de quarto pelo resto do ano. Não precisava ser, de fato, e uma ligação seria o suficiente para que a mandassem para um dos quartos vagos, mas por uma questão de orgulho não poderia fazer isso. O jeito era manter os sorrisos, antes que tivesse de dormir com uma faca embaixo do travesseiro.

O que estava olhando também não a satisfazia: os cabelos, os olhos, nenhum sinal dos traços de seu pai, apenas os de sua mãe. Larrystein, o nome pairava sobre sua cabeça como uma verdad-

As meninas estavam de volta, com tudo o que precisavam para seguir para o próximo estágio. Ela levantou-se calmamente, deixando que a secassem e vestissem no roupão provido pelo salão, substituindo as águas mornas pelo tecido confortável que se ajustava ao seu corpo. Começaram a lavar seu cabelo, aproveitando para comentarem de algumas outras clientes presentes naquele dia, como ela "devia ver o estado daquelas pontas" e tudo mais. Um sorriso divertido brotou em seu rosto, deixando-se levar pela discussão frívola. Seu cabelo era massageado novamente, além de devidamente secado para que começassem a prepará-lo para a montagem do penteado.

- Água, por favor. - ela pede, adicionando a última parte de cortesia, quando lhe indagam se gostaria de alguma coisa. Alguns segundos depois, era servida em uma taça de vidro, fazendo um aceno com a cabeça e dispensando a funcionária.

Em seguida, lhe eram apresentadas as ideias de maquiagem que cairiam bem com a roupa separada, com direito a um profissional detalhando o passo-a-passo do que estava preparando. Para falar a verdade, mal prestara atenção no que fora apresentado, deixando que fizesse "o que achasse melhor".




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111 Re: Ruas da Capital em Dom Maio 22, 2016 6:43 pm

Alaena

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Ela anda atrás das meninas do salão, braços cruzados, olhando para a decoração ao redor de si com o mais profundo desdém, e quando lhe perguntavam alguma coisa, em todo o caminho até o local de banho, ela respondia de forma ríspida, e logo as moças se calaram, nervosas, com medo de irritar uma freguesa de uma família tão ilustre. Ao silêncio, ela agradecia. Larrystein havia conseguido irritá-la - o que, Isla se recusava a admitir, não era exatamente difícil- e ela precisava recompor-se a tempo do baile, ou então acabaria enfiando uma espada em alguém, provavelmente no Aelroth mais novo. Ao pensar na cena, um sorriso cruel aparece em seus lábios, e ao perceber que as pessoas que a acompanhavam se afastaram um pouco a fez rir descaradamente.

Enfim chegaram a um quarto, e ela teve que segurar um rosnado ao vê-lo. Por céus, será que até mesmo uma casa de banho tinha de ser tão ornamentada? De um lado havia uma parede finamente pintada, com uma porta arqueada de madeira de lei, gravada com imagens de flores. Exagerado. Mas, nesse momento ela percebeu um cheiro e virou-se para o outro lado do quarto, não contendo um sorriso satisfeito. De um a parede era por uma grade de madeira de lei, decorada com uma fina linha dourada, de onde pendiam belos cachos de boca-de-lobo, cinerárias, lavando e heléboros, flores do frio e que lhe lembravam de casa. Pelo menos isso fora acertado.

Uma mulher foi ajudá-la a se despir e ela desviou uma mão dela com um leve tapa e um olhar censurador. Elas achavam que ela era o que, uma inválida? Grunhindo, Isla tirou suas roupas e só então permitiu que passassem as loções em seu corpo: produtos de uma refinada marca, tipo íris azul e branco, com um cheiro que a fazia relaxar. Entrou na banheira de água quente, a hidromassagem contra suas costas, e simplesmente se deixou aproveitar enquanto as mulheres tiravam seus nós de tensão, massageando seus ombros, seus dedos, suas costas. E parte de si, uma parte que sua avó reprovaria se soubesse, gostava de ser paparicada assim. 

Com as atendentes se retirando para deixá-la com alguns minutos a só, ela afundou na água, seu cabelo azulado e levemente ondulado alcançando a metade de suas costas. Olhou para o seu reflexo na água, entre as bolhas de espuma, para as irises rosadas que herdara da mãe. Cerrou os punhos debaixo d'aguá, rangendo os dentes. Como ela queria não ter aqueles olhos, que sempre que seu pai olhava enchia seu coração de sombras, que Athenodora Black detestava. Porque não poderia ser como Armand, com o cabelo e os olhos azulados, ou com os frígidos olhos cinzentos de sua avó? Preferia a toda vez que olhar no espelho a lembrar da mãe que a abandonou e odiou sem nenhuma razão.

Balançou a cabeça. Não era na hora de pensar nisso. As mulheres entraram com o roupão do salão e ela permitiu que lhe vestissem, não sentindo vontade de questionar. Foi levada ao outro cômodo onde especialistas esperavam para fazer suas unhas e seu cabelo. Sorriu quando, ao lavarem-no, elogiarem suas maciez e o quão bem cuidado ele era. Isla rodou os olhos e fez uma expressão desdenhosa com a afirmação. Ela podia ter sido criada em um regime militar, com pouca liberdade, porém, ela ainda tinha vaidade em si, o suficiente para ter uma pele bonita e um cabelo bom.

O mesmo não se podia ser dito de suas unhas, que tinham tamanhos diferentes, com o esmalte descascando, o que combinava com sua mão calejada e as cicatrizes do seu treinamento. Eram as mãos se uma guerreira, não de uma princesa. Como o procedimento falava, tiraram as cutículas, e passaram a base, mas Isla optou por usar unhas postiças. Feitas de porcelana, pintadas de um azul escuro levemente brilhoso frisado nas pontas, feita de tal modo que mal parecia postiça ao ser colocada.

Não precisou pensar muito no que queria para seu vestido, para os acessórios, a maquiagem. Já tinha tudo muito bem claro em sua mente, e simplesmente mandou o especialista calar a boca e disse como queria, coisas como o processo sinceramente não lhe interessavam. E ele escutou, com as mãos para trás, tendo de engolir o descaso da jovem, e apenas concordou quando ela terminou. Isla Black podia ser antipática, e desdenhosa, mas ela, aparentemente, tinha uma ótima noção do que ficava bem em si mesma.




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112 Re: Ruas da Capital em Qui Maio 26, 2016 6:05 pm

Elyss

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Admin. Elyss
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Ela anda junto da filha pelo longo corredor de mármore, até que, em uma bifurcação, encontram um funcionário que, diferente dos outros, vestia as cores de sua casa: rosa e branco, contrastando com as cores neutras do uniforme das funcionárias. Confusas, elas eram prontamente dispensadas pela figura, que acompanha Ashley até o fim do corredor depois desta se despedir brevemente da filha - afinal, já iriam se reencontrar para finalizar a arrumação.

Apesar de incomum, não era raro que famílias antigas tivessem seus funcionários específicos dentro desses estabelecimentos, ainda que apenas para quando solicitassem o serviço deluxe: o triplo do preço normal, mas com direito a esse tipo de mordomia. Era tradição das mulheres Wynvernihs somente solicitarem esse nível, independente da situação em que se encontrem.

Ao entrar na gigantesca sala de banho, o cheiro de lótus e flores-de-lis dos incensos acesos era agradável, remetendo à sua região de Hydrogus - além disso, vinhas caíam do teto e enroscavam-se nas colunas, sem contar das plantas que flutuavam na banheira, lótus na cor rosa iluminadas por magia davam um ar calmo ao recinto. Um carrinho rebaixado com pequenas guloseimas também se encontrava próximo à banheira, caso sentisse vontade de beliscar alguma coisa - o que, na maioria das vezes, era comum, dado que os aperitivos pareciam um ar delicioso e caro.

Permitindo que lhe ajudassem a se despir, revelou as costas e grande parte do corpo cobertas por cicatrizes e marcas. Em grande parte fruto da guerra mágica, ela, no entanto, se envergonhava das outras - feitas pelo seu próprio pai. O mundo mágico podia lembrar de Ryan como um monstro, mas não fazia a mínima ideia dos crimes que ele havia cometido. Sua mãe sabia. Seu irmão sabia. Ela sabe, até hoje, mas decidiu enterrar o assunto.
Ter o corpo daquele jeito era um dos motivos pelos quais ela fazia questão de ser atendida por funcionários de sua casa, ao invés de ter desconhecidos fofocando e criando teorias sobre as origens das marcas. Evitaria a qualquer custo permitir algo que pudesse afetar sua filha, por menor que a possibilidade seja.

As águas da banheira, no entanto, tratavam do assunto. Sem necessidade de usarem cremes em si, ela mergulhou lentamente, exibindo mais uma das mordomias que seu plano permitia - águas curativas, mesmo que apenas superficialmente. Por um período de 12 horas ela teria as marcas e imperfeições disfarçadas, permitindo que usasse qualquer modelo de vestidos sem quaisquer suspeitas. Sorrindo ao sentir os efeitos lentamente atuando sobre seu corpo, ela permitiu só então que aplicassem as loções perfumadas. As águas não podiam fazer de tudo, claro.

Passando algum tempo sob as águas, ela pediu então que seu funcionário repetisse a lista de homenageados, bem como uma breve descrição da carreira de cada um. Claro, era necessário que incluísse as histórias mais relevantes - Deiryne com um único filho (que não seria um mal partido para sua Lotti, na verdade), Cesare e a própria prima, Gavin e a filha syfel, Astrid e a questão da sucessão da família. Precisava estar preparada, e isso incluía reunir informações que não convinham ser faladas na frente de cabeleireiros ou maquiadores.

Terminada a pequena exposição, ela faz um aceno com a cabeça e o funcionário vai buscar seu roupão - uma peça que misturava um tom perolado com bordas em um rosa amaranta. Propriamente coberta, passou a ser encaminhada para o próximo cômodo, onde se encontraria com Charlotte e terminariam se arrumar juntas. Teve seu cabelo lavado e massageado, com funcionários que usavam produtos para retirar a umidade excessiva - um dos problemas de viver em Hydrogus, que, no entanto, não parecia incomodar as sereias.




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113 Re: Ruas da Capital em Qui Maio 26, 2016 7:09 pm

Alaena

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Ela acompanha a mãe pelos longos corredores, despedindo-se dela ao chegarem na bifurcação, seguindo a moça com trajes de sua casa para o lado oposto ao da mãe, sendo guiada para um quarto tão grande quanto o da mãe, mas com uma decoração diferente.

As paredes estavam cobertas por um intricado  mosaico, feito com pequenos pedaços de madrepérola pintados, cintilantes, de uma sereia lavando seus cabelos no mar, uma cidade de várias torres cristalinas, fadas dançando em um lago congelado, como um painel onde estavam contidos várias histórias, lendas. A iluminação era feita através de pequenas bolas de pura luz, mantendo o lugar numa confortável penumbra. A banheira era quadrangular, feita de azulejos turquesa, iluminada internamente. Espuma a superfície da água, pétalas de rosas branca e cor de rosa, com algumas flores de lótus aqui e ali.

Ela permite que a ajudem a se despir, revelando sua pele clara e imaculada, uma marca de que morava na frígida Hydrogus e dos anos em que fora proibida de ir muito além das muralhas de seu castelo, uma medida de segurança imposta por sua mãe para mantê-la à salvo de todos aqueles que gostariam de lhe fazer mal pelo nome Wynvernihs. Sua família poderia ser famosa e rica, mas para chegar onde estavam, para que alguns conseguissem brilhar, muitos outros foram passados para trás, injustiçados. Um nome construído às custas de outros.

Permitiu que passassem os cremes pelo seu corpo, para umidade, hidratação, brilho. Deixou que massageassem suas costas, seus braços, soltando um suspiro de satisfação com aquilo tudo. Tão pacífico, tão relaxante, poderia ficar assim por horas a fio e não se importaria. Entretanto, possuíam um horário, e logo tocaram em seu ombro e disseram que já estava na hora de passar para o próximo estágio. Soltando um grunhido descontente, ela ergueu-se e estendeu os braços para que colocassem o roupão em si, idêntico ao de sua mãe, com suas iniciais gravadas nas costas. Lavaram e fizeram uma hidratação no cabelo, que estava precisando desesperadamente graças ao clima em Ekalyon, e faziam suas unhas.




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114 Re: Ruas da Capital em Sex Maio 27, 2016 1:51 am

Elyss

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Admin. Elyss
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Ela tinha de admitir que, apesar de extremamente inconveniente, o resultado do preparo definitivamente era superior ao que conseguiria fazer sozinha - o que, francamente, não era lá grande coisa, já que não prestaria muita atenção em nada além do fato de ter de usar um vestido. Entendia a necessidade de encontros e eventos como esse, mas a formalidade desnecessária lhe era dispensável - ou melhor, qualquer forma de esforço inútil era entendida assim pela princesa de Loriath.

Com todas as mechas do cabelo devidamente produzidas, o cabelereiro começou a preparar o penteado: trançava pequenas partes do cabelo, bem próximas à raiz na lateral esquerda da cabeça. As forma pela qual o cabelo chegava a ser puxado era incômoda, mas a ideia em lhe agradava - não um coque arrumado ou algo solto e luxuoso, mas uma aparência que combinava consigo, não conseguindo conter um leve sorriso de satisfação.

As unhas, por outro lado... Eram simplesmente irritantes. Deve ter ouvido pelo menos umas 4 vezes como "suas cutículas" estavam grandes, as unhas quebradas. Não questionavam, no entanto, os calos em suas mãos, nem mesmo as cicatrizes no braço e simplesmente tratavam de tentar suavizá-las aplicando alguns produtos. Por mais que se importasse com aquilo, e tivesse até chegado a discutir sobre a iniciativa, um grupo de funcionários a convenceu a deixar que a arrumassem daquela maneira, afirmando que não o produto não teria efeito permanente. Ainda que contrariada, a afirmação já havia lhe aliviado: sentia orgulho de suas marcas de batalha, não vergonha.

Por último, após sobreviver a descrição de todos os convidados, ela se permitiu dispensar o funcionário. A exposição mal lhe fora útil, apenas comentando, fora o que já sabia, de histórias e boatos sobre alguns dos ilustres convidados - detalhes que pouco lhe interessavam, para falara verdade, já que não lhe passavam informações quanto a lealdade ou poder dos convidados, as únicas características que se importava em considerar. Quanto a escola do conjunto de acessórios, ela optara pelo mais básico disponível: brincos de argolas em prata, e na orelha direita ainda mais uma decoração que pendia uma pequena pedra de turquesa; uma espécie de pulseira que mais parecia uma braçadeira feita em camadas com pontas, inteiramente metálica e com entalhes decorados sobre ela.




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115 Re: Ruas da Capital em Sex Maio 27, 2016 8:33 pm

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Os cabeleireiros puxando seus cabelos era no mínimo irritante, e aquilo a incomodava, e incomodava as pessoas que faziam suas unhas, porque toda vez vinha o reflexo de fechar o punho. Contudo, ela não podia afirmar que tudo era horrível, pelo menos a conversa era interessante, ou pelo menos, interessante para Isla, que admitidamente amava falar da vida dos outros, especialmente se fosse para falar mal. Ou então, para soltar comentários e fofocas inverídicas que ela sabia que, na boca daquelas pessoas, rapidamente se espalhariam e lhe proporcionariam ótimas risadas. Não importava o que os outros pensassem, ela nunca pagou de boazinha, nem pagaria.

Eles trabalhavam no penteado que escolhera, um arredondando, como se os fios convergissem para um ponto no centro, em altura mediana. Na parte da frente, apesar de preso, algumas mechas estavam soltas, dando-lhe um ar jovial. Enquanto colocavam laquê e fixadores, ajeitavam as mechas onduladas, ela, em seu catálogo translúcido, procurava um acessório em particular, sorrindo ao achá-lo e materializando-o: era um pente em ornamental em forma de um semicírculo, com pontas finas, em estilo gótico, azaviche brilhante, cada uma com uma decorada com pequenas pedras de safira escuras, parecendo uma coroa. Junto dele, vinham elaborados brincos que seguiam o padrão do pente.

Alguns abriram a boca, surpresas. Conheciam aquele pente, aqueles brincos, já haviam o visto em revistas, em catálogos: uma das joias deixadas pelo brilhante e já finado joalheiro Yegor Kalishniev, um dos artesãos mais famosos e requisitados do último século. Fora encomendado por sua avó, Athenodora, para a festa de aniversário dos então Rei, com especial preocupação para deixar qualquer coisa que Lady Aelroth fosse usar. O conjunto ainda contava com um colar, um anel e uma pulseira, porém Isla nunca colocaria as mãos neles, mesmo que quisesse. Nem o pente e os brincos seriam seus para sempre, seriam arrancados de si e entregues para a esposa e às filhas de Armand. Só as filhas do Senhor ou a própria Senhora de Black poderia usá-los, e Isla, no futuro, não seria nenhum dos dois.

Sentiu a raiva queimar seu coração, a inveja, a certeza de que ela era a dispensável para seu pai, para sua avó. De que Armand sempre, sempre viria antes dela. Fechou os olhos e mal ouviu quando a chamaram para colocar o vestido, e precisaram chamá-la de novo. Isla se levantou e não pediu licença quando avançou em direção à parte onde estavam os vestidos. Eles que saíssem de seu caminho.




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116 Re: Ruas da Capital em Dom Maio 29, 2016 7:54 pm

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Com as unhas prontas desde o primeiro dia de aula - e a necessidade de estar impecável quando alguém de sua família pisasse em Ekalyon novamente, ela se poupou das propostas de retoque ou de aplicação de postiças. Assim, sobrava mais tempo para prepararem o cabelo e a maquiagem.

E eles iam precisar.

Começaram aplicando uma base neutra no rosto, mesmo que por mera formalidade - a pele de porcelana era impecável, sem dispor de quaisquer falhas. Em seguida, prosseguiram para aplicar tons mais claros acima das maçãs do rosto e levemente abaixo dos olhos, além de tons levemente mais escuros na região das bochechas e para as laterais do rosto, criando um contorno simples, aparentando ser natural. Em seguida, partiram para os olhos: o contorno com o lápis e, em especial, com o rímel foi marcante, afinando o olhar e deixando-o felino, charmoso. Para a sombra, foram usando cores para montar um degradê na pálpebra, que ia de um branco até o azul-safira. Nas maçãs do rosto, um blush avermelhado, para dar um pouco mais de cor no rosto. Por último, aplicaram um batom rosado mais escuro e sem saturação, para manter os tons mais sóbrios de cores no rosto.

Não foi um momento de silêncio para os maquiadores, verdade seja dita. Por mais que, desinteressadamente, a senhorita Larrystein tivesse dado a permissão para que "fizesse o que achasse melhor", o processo não recebeu menos críticas, correções e "sugestões" por causa disso. Parecia não estar prestando atenção, mas a habilidade de saber exatamente qual produto estavam passando em si era quase sobrenatural.

Para o cabelo, centenas de sugestões saltaram, desde o que estava em alta em Tellius até o penteado utilizado pela princesa em seu último evento público. Bobagem. Silenciando-os com um movimento de mão, ela descreveu o que queria: solto, sim, queria os cabelos soltos, com cachos que se uniam de maneira solta na parte de trás e mechas na frente emoldurando o rosto. Surpresos, os funcionários apenas acenaram com a cabeça e começaram a trabalhar, preparando o cabelo enquanto ela mesma procurava em seu catálogo os acessórios que queria usar.




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117 Re: Ruas da Capital em Ter Maio 31, 2016 7:17 pm

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Levada ao cômodo adjacente para tratarem da maquiagem, o profissional mostrava-se relutante, quase assustado, o que não era de se espantar, afinal, se de algum modo a aparência de Daenerys fizesse Lorde Gaerntheon descontente, seu emprego e sua reputação estariam na linha. A Herdeira dos Gaerntheon, entendendo o que se passava na cabela do homem, abriu um sorriso encorajador, tentando passar algum tipo de segurança. Aparentemente, foi efetivo, pois o maquiador respirou profundamente, arrumou a postura, e começou a dar ordens.

Primeiro veio o primer no rosto e nas pálpebras e a base no mesmo to creme de sua pele, aplicando corretivo e tendo mais esmero abaixo dos olhos e ao redor da face, onde as escamas se escondiam. Em posse de uma base mais escura, de iluminador e de bronzer, fizeram um strobing, suas delicadas maças do rosto, seu nariz e sua testa, para depois aplicar um contorno leve com tons mais escuros, para apenas afilar as feições, esfumaçando com pincéis até parecer completamente natural. Aplicaram um blush vermelho pálido em suas bochechas, dando-lhe um ar saudável.

Então, o maquiador mandou as ajudantes se afastarem com movimento da mão, e observou os olhos de Daenery, os orbes de um verde mais intenso e brilhante do que o de qualquer humano; os olhos de uma Gaerntheon, de uma descendente de reis- e ele soube o que faria. Com uma habilidade ele trabalhou nas cores, preto nos cantos, indo para um vermelho escuro e clareando perto do canal lacrimal, em degradê. Com cuidado passou o delineador, em cima e até metade do olho em baixo, finalizando com o lápis preto. Olhou para sua obra e sorriu, orgulhoso. Por fim, passaram um batom leve em seus lábios e um brilho avermelhado.

Quando Daenerys se olhous no espelho, maquiada daquela maneira, e ficou levemente boquiaberta, não conseguia acreditar no que viu. Olhando para o espelho, séria ou com um sorriso, era como se fosse uma versão feminina das expressões do pai, o mesmo tom. E apesar dos pesares, ao notar isso, não conseguiu deixar de abrir um largo e genuino sorriso: com essa maquiagem e o vestido, ela pareceria tudo aquilo que uma Gaerntheon deveria ser.




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118 Re: Ruas da Capital em Seg Jun 20, 2016 10:12 pm

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Com os meros "preparativos" prontos - querendo dizer, a pele perfumada, massageada e primariamente maquiada com magia, aplicando tudo também ao cabelo - fora encaminhada para a próxima sala, onde verificava-se que existiam duas cadeiras acolchoadas ao invés de uma, como seria o natural. Evidente, é claro, pois ela viera preparar-se junto da filha, e por isso um serviço individual não se aplicava ao caso. Com uma estampa trabalhada em vinhas mais largas do que o normal, o tecido que recobria o encosto das cadeiras onde iam se sentar combinavam, além da textura fina e macia, que se ajustava ao corpo, nativa de Tellius.

Enquanto duas duplas de profissionais - manicures e pedicures, respectivamente - tratavam de fazer suas unhas, ela escolhia uma tonalidade neutra, próxima à da pele, para não gerar conflito com o resto da maquiagem que se concentraria no rosto, e muito menos com os acessórios que iria colocar. Ao mesmo tempo, ela recebia um antigo amigo, Rhesault Alpadèr, que seria o responsável por determinar os conjuntos e estilo de maquiagem a serem utilizados. Assinalado anos atrás para cuidar da futura herdeira dos Wynvernihs, Rhesault foi treinado na corte de Tellius e Aurelis, além de apresentar características como fidelidade e credibilidade enquanto conhecedor das tendências de moda. Anos trabalhando com Ashley o permitiam saber de trás para frente o conteúdo de seu guarda-roupas, exatamente para estar preparado para um evento desse.

Mais duas pessoas preparavam o cabelo para o penteado que iria ser feito, secando com cuidado o cabelo e tentando, de todas as formas possíveis, evitar que acabassem puxando algum fio de cabelo descuidadamente - tratar do cabelo revolto de estudantes, herdeiras, princesas, o que fossem, era uma coisa, mas trabalhar na presença da chefe de uma das casas nobres em pessoa trazia um ar completamente diferente. Não era simplesmente respeito, mas toda uma reverência e até medo em cada passada do secador e da escova.

Ouvia Rhesault ditar as opções com um discurso impecável, até que, olhando ao redor de maneira quase distraída, ela faz um sinal para que parassem de trabalhar, franzindo o cenho em uma expressão insatisfeita.
- Onde está Charlotte? - ela questiona de maneira imperativa, quase como se ao invés de perguntar estivesse demandando que trouxessem de uma vez a filha para a sala.

Os funcionários olham uns para os outros, sem saber o que responder com os rostos perdendo cada vez mais a cor a cada segundo que se passava no silêncio amedrontador.




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119 Re: Ruas da Capital em Seg Jun 20, 2016 10:33 pm

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As mulheres mal tinham terminado suas unhas quando uma mulher adentra na sala, falando algo para os que estavam ali em sussurros rápidos, quase desesperados, fazendo os presentes engolissem em seco. Uma delas pediu para Charlotte se levantar e acompanhá-la, e mesmo confusa, a jovem Wynvernihs o fez. Abriram as portas por onde entraram, que davam para um salão oval, decorado com poltronas confortáveis, dois palanques altos para provas de vestido e penteadeiras. Cruzaram-no abriram as portas na outro fim do diâmetro, dando lugar para onde Ashley estava.

Ao ver a mãe e Rhesault, ela não consegue esconder um sorriso. Uma das pessoas que lhe acompanhava, a mesma que fora avisar às meninas, dirigiu-se à Senhora Lynxclaw com elegância e fez uma leve reverência, pedindo desculpas pela demora. Ainda de cabeça baixa ela se afastou, suas mãos trêmulas. Lotti sentou-se ao lado da mãe, as mulheres imediatamente sentando-se para continuar a manicure onde pararam, tentando ignorar a presença intimidadora da ministra de Hydrogus.

- Desculpa a demora, eu fiquei um pouco mais do que devia no banho. - Ela diz em tom de culpa, enquanto os cabeleireiros começam a passar produtos em seu cabelo e começam a preparação para secá-lo e começar o penteado, mais relaxados do que os que cuidavam de Ashley, mas ainda temerosos.




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120 Re: Ruas da Capital em Qua Jul 06, 2016 6:04 pm

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Após algum tempo, o cabelo restava completo, e o sorriso de satisfação que se abria em seu rosto era impossível de disfarçar: com um conjunto de tranças que emolduravam a lateral esquerda da cabeça, elas se dirigiam e se uniam ao resto do penteado no lado direito, este organizado em um amontoado frouxo e pendente para a lateral, com cachos de cabelo trabalhados em ondas caindo pelos ombros. A franja estava penteada para o lado contrário do normal, e nem se ela tentasse colocá-la de volta no lugar conseguiria - os funcionários do salão estavam à postos para lançar-lhe um olhar fuzilante, e mais por respeito ao trabalho do que por medo ou receio ela o obedeceria.

Suas unhas pareciam serem feitas de porcelana, mas ela estava mais do que disposta a oferecer um exemplo prático de qualquer um que tentasse fazer esse comentário. Estavam brancas como mármore, arredondadas e polidas, e por mais que estivesse surpresa - não escondendo uma pitada de vaidade - em ver suas mãos daquela maneira, já fazia seus cálculos quanto ao número de aulas necessárias para acabar com essa aparência. As manicures lhe afirmaram que o produto seria resistente, então, talvez, ela tivesse de se esforçar mais.

Em seguida, seria a vez da maquiagem, mas por ordem sua fariam algo simples. Nesse quesito ela não discutiria ou entraria em barganha com os especialistas do salão, nenhum "Será algo suave!" ou "As cores cairão tão bem em você!" a convenceria de encher sua cara de produtos e parecer uma palhaça se comparada com o seu dia-a-dia. Aplicaram uma base neutra, próxima ao tom da pele apenas para uniformizar e cobrir quaisquer marcas, como as olheiras abaixo dos olhos pelas noites que passara treinando. Sem blush ou highlights, era possível ver certo desconforto nas expressões dos maquiadores, mas Ashe só podia ficar feliz em saber que estavam respeitando sua decisão.

Por último, fariam a sombra e aplicariam uma leve cor aos lábios. Igualmente simples, procuraram delinear de forma sutil o contorno dos olhos com um lápis marrom claro, apenas para destacá-los, e em seguida desenharam uma linha branca que contornava a pálpebra e esticava-se para além do canto externo dos olhos, assemelhando-se a uma asa. Nos lábios, um tom nudge mais escurecido do que sua pele, apenas para destacar, mas, ao mesmo tempo, não chamar atenção ou parecer forçado.

Ao terminarem e poder se encarar no espelho, ela precisava admitir que, mesmo quando o objetivo era fazer algo que se assemelhava ao despreocupado e, bem, completamente simples, os funcionários o realizavam com maestria.

Se levantaria e seguiria para as cabines ondem, enfim, ela colocaria outra roupa que não aquele roupão, mesmo que a outra opção fosse um vestido. Mais cedo naquele mesmo dia, se lembrara de ter cogitado usar um estilo steampunk, com o direito a calça e casaco, mas suas artimanhas foram logo caladas ao receber uma foto do que deveria esperar vestir para um baile. Era simples? Sim. Tinha mobilidade? Sim. As cores eram sóbrias? Sim. Mas a princesa de Loriath não conseguia deixar de preferir o couro ou o metal de um peitoral do que a sensação de usar seda ou cashmere.




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121 Re: Ruas da Capital em Qua Jul 06, 2016 7:12 pm

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Com a maquiagem e as unhas todas prontas, estava na hora de, enfim, finalizar a produção com o vestido e com os acessórios, todos já separados dias antes. Andou até a parte do cômodo onde se vestiria, onde sua roupa a esperava, e mesmo já tendo-a visto várias vezes, Daenerys não conseguiu conter mais um olhar admirado: o cetim vermelho e a pedraria negra cintilavam sobre a luz do cômodo. Subindo num palanque, deixou que a vestissem e fechassem seu vestido, então girando para ver-se no espelho.

Cetim vermelho envolvia a parte de cima do seu corpo, com as mangas caídas, deixando a seus ombros e toda a a parte de sua clavícula exposta, o tecido ajustava-se ao seu corpo, valorizando suas curvas, até que na altura começava a abrir-se, caindo até o chão em um estilo princesa, com uma cauda atrás. Entretanto, como era uma Gaerntheon, era esperado que usasse as famosas gemas de Vulcanus, e não desapontava: mais ou menos da altura que a saia começava a abrir, envolvendo pouco abaixo da manga do vestido e com a altura ultrapassando um pouco a altura do seio, com as pontas tocando a clavícula, havia como mais uma camada de cetim vermelho, semelhante a um coleta, mas minuciosamente bordada com pedra negras. Ao reconhecerem as pedras, os atendentes olharam um para o outro, quase sem conseguir acreditar. 

Os atendentes gelaram ao verem as pedras, observando em silêncio quando a guarda de Daenerys aproximou-se com uma caixa de veludo negro, com o dragão da família estampado na tampa. Delicadamente colocou-a em cima da mesa e abriu, revelando um set de jóias feita de uma metal negro reluzente, que possuía um leve brilho avermelhado sobre a luz, e rubis que pareciam ter uma espécie de chama rubra dentro deles, crepitando. Os funcionários, como que em um transe, aproximaram-se para ajudar, mas o olhar mortal das seguranças os fez dar um passo atrás e assistir enquanto a mulher colocava os acessórios em Dany: uma gargantilha em forma de dragão que rodeava seu pescoço, e na frente, duas cabeças seguravam uma pedra da queles exóticos rubis bem lapidadas e brilhantes. Os brincos eram, também, finos dragões que no final se enrolavam em si mesmos e seguravam uma pedra delicada desse mesmo rubi, e por fim, a tiara, aquele mesmo metal negro, trabalhada no mesmo tema de dragões e cravejada com os rubis. Por fim, sapatos de salto alto simples, vermelhos.

Poderia até parecer muito simples, o corte, as jóias, se comparadas ao que alguns trajariam no baile. Entretanto, para os olhos bem treinados, não havia absolutamente nada de simples ou de pacato no vestido de Daenerys Gaerntheon. Não eram à toa que os atendentes quebraram seu silêncio e irromperam em sussurros, que olhavam para si com admiração e assombro. Diamantes Negros eram difíceis de serem encontrados caros que sua versão comum, e ela os tinha bordando em sua roupa como se não fossem nada. Os Rubis de Fogo que decoravam suas jóias eram ainda mais raros e caros, não havia muitos exemplares disponíveis no mercado e apenas a pedra que a jovem usava no pescoço usava no pescoço custava uma pequena fortuna, porém, maior que tudo era o metal. Ouro Negro. Minerados em altas profundidades, em temperaturas que matariam um humano sem proteção e mesmo os que protegiam-se de forma insuficiente, e escasso, pois as minas foram perdidas na tragédia que destruiu Aes'Daemgarth, e mesmo na época a nobreza ciumentamente guardava o minério para si. Poucos eram os nobres que poderiam se gabar de ter um anel, um brinco do metal. A menina Gaerntheon tinha uma coroa, um colar e brincos do metal maciço. Não deveria ser surpresa, eles eram sua herança, seu legado, o orgulho de um passado perdido.

Os ajustes finais foram feitos e, enquanto saia do salão, virando cabeças enquanto passava, podia jurar que ouviu alguém sussurrar "Princesa".




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122 Re: Ruas da Capital em Qua Jul 06, 2016 8:42 pm

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Assim como havia designado, o grupo de cabeleireiros que tratavam de si seguiram passo a passo do que havia exigido. Pelo que observara e ouvia dos comentários que ora arrancava dos próprios funcionários, ora conseguia por si mesma através de uma rede fechada de fofocas (que ela, obviamente, frequentava através de um pseudônimo), a grande maioria dos convidados iria preferir optar por um penteado preso, composto, mas ora, ela pensara, sorrindo, os Larrystein eram conhecidos por não irem com a maioria.

Os cachos soltos da frente se uniam na parte de trás da cabeça de maneira natural, não fosse conhecimento geral que seu cabelo, na verdade, fosse liso e esvoaçante. Comportado, o resto do cabelo caía em leves ondas até a metade das costas, onde os cachos soltos ficavam perfeitamente definidos em rodelas negras. Estava lustroso, perfumado e emoldurava seu rosto perfeitamente, mas ainda não era o suficiente. Abriu um catálogo translúcido, após inserir uma senha que, por motivos de segurança, era modificada a cada semana, e mesmo que visse algumas peças indisponíveis - geralmente, as mais raras - uma porção de outras também apareciam visíveis. No entanto, ela correria por todos os nomes e numerações até encontrar um em particular, materializando-o em seguida.

Em questão de segundos segurava um fino pino, como os acessórios de cabelo que geralmente a nobreza de Yen'Darim usa publicamente - ou usava, não sabia mais dizer. Em volta dele uma serpente se enroscava, com cravejados olhos negros e vazios, com riquíssimos detalhes esculpidos em si: desde as escamas de tom metálico, que sob a luz revelavam o degradê obtido pela utilização de materiais de diferentes partes do mundo unificados por uma antiga técnica de Tellius, até o início da língua, que do ângulo certo possuía um tom próximo do dourado. Por si só, a peça era completamente multicultural, e nada que melhor combinasse com Michélle.

Era comum e até esperado que cada matriarca da família possuísse uma joia, ou conjunto de acessórios, que fosse único e apenas seu. Quem não se lembrava dos brincos de alexandrita de Hèlvire Larrystein, que, ao invés de mudar de acordo com a incidência de luz, se alteravam de acordo com temperamento de sua dona? Ou o do pente com uma considerável pedra de garnet azul de sua bisavó, Meyllié Larrystein? Todas as peças se encontravam ou e exposições temporárias em museus ou na própria casa da família, com todo um hall dedicado a elas. Esse não era o caso do acessório que tinha em mãos, Michélle pensou sorrindo, rindo mentalmente das expressões boquiabertas dos funcionários com a peça, mas nem por isso era menos especial.
Ao deslizar o pino da serpente, o animal de pedra começaria a se mover lentamente pela sua mão, até que ela levasse o braço até a parte superior do penteado e deixasse que a peça fizesse o resto, se enroscando no amontoado de cabelo até estender-se por ele todo, voltando a ficar imóvel.

As reações variaram de surpresa e até temor, mas o espaço de tempo fora tão curto que mal ouvira um "oh" sair da boca dos funcionários do salão. Simplesmente levantou-se sorrindo, como se não fosse nada demais, e se dirigiu até a cabine em que seu vestido lhe esperava.




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123 Re: Ruas da Capital em Qua Jul 06, 2016 9:29 pm

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Seu vestido já a aguardava, e Isla não pensou duas vezes antes de ordenar que a mulher a ajudasse a colocá-lo e depressa, porque aquele lugar já estava acabando com a sua paciência. Abriram o zíper das costas e ela entrou no vestido, colocando um dos braços na manga enquanto o outro estava livre. Os empregados não tiveram dificuldade em fechá-lo, já que o vestido fora feito sobre medida, e suas medidas não haviam mudado em tão pouco tempo.

Seu vestido não era algo que alguém esperaria vê-la usando, mas, olhando-a com ele, ninguém poderia negar que fora feito para si e que era, de fato, a sua cara: as cores sóbrias combinavam consigo e sua posição militar, e a renda, bastante diferente do usual, um preto lustroso com pequeninas safiras e alguns brilhantes, que cintilavam quando a luz batia e lembravam um pouco o céu estrelado, evocavam as cores e a história de sua casa, e as transparência mostravam o suficiente, garantindo algo provocante, mas não vulgar.

O traja possuía a gola alta, cobrindo seu pescoço, coberto com a renda e com reentrâncias das transparências, e do lado esquerdo saía a manga de puro tecido negro que ia até seus punhos e cobria seus ombro, continuando por toda o contorno de seu corpo, contrastando com a parte simplesmente transparente do outro lado, até mais ou menos o seu quadril. Continuando do lado esquerdo, a parte negra cobria seus seios, deixando partes de pele expostas, e não havia mangas em seu outro braço, estando a pele clara visível. Do começo de seu quadril até metade das coxas havia mais transferência, embora o tecido continuasse no meio, cobrindo o suficiente para não deixar nada vulgar à mostra.

E a partir da metade das coxas, o vestido se abria até o chão com o mesmo tecido escuro, na frente e atrás. Completava seu look um sapato de saltos finos, prateado e alto.




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124 Re: Ruas da Capital em Qua Jul 06, 2016 10:24 pm

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Foi só a figura da filha entrar pela porta que seu semblante relaxara automaticamente, chegando até a abrir um sorriso ao acenar na direção da filha. Ao ouvir o pedindo de desculpas da filha atentamente, ela simplesmente assente com a cabeça e gesticula para que se sentasse na cadeira próxima a si, forrada de maneira idêntica à sua.

- Charlotte querida, creio que se lembre de Rhesault Alpadèr, não? - ela pergunta enquanto as funcionárias voltavam a trabalhar, ainda que com um receio visível em seus olhares. O sorriso estampado no rosto de Ashley não ajudava, pois qualquer pessoa sã sabia muito bem que, como uma membra da nobreza, tal expressão podia não significar nada. Rhesault, por sua vez, mantinha-se quieto, cordialmente, esperando a resposta de Charlotte.

Com o cabelo devidamente penteado e tratado com poucas passadas de prancha, já que sua textura mais ondulada natural precisava ser perceptível, começariam a montar todo o coque. Era alto, da mesma forma que, antes da interrupção, o assistente da família havia sugerido. Com algumas partes que eram postas sobre as outras, aplicavam volume a todo conjunto, mesmo que não investissem em uma franja e puxassem todo cabelo para trás. No topo, produtos eram aplicados para garantir que, de fato, ele desafiasse a gravidade e mesmo sem ter o prendedor não se desmanchasse.

Nas unhas, ainda que parecessem impecáveis, todo um trabalho de pintá-las novamente era realizado, de forma que não contrastasse com o vestido ou que chamasse atenção. Uma fina linha prata foi traçada na altura de onde deveria haver a cutícula - caso Ashley tivesse alguma. Para o resto delas, aplicaram um rosa claro quase completamente descolorido, próximo ao cinza, mas que ainda mantinha uma leve cor, nem que fosse para trazer alusão à sua casa. Lixadas cuidadosamente, foram retocadas e finalizadas com uma fina camada de fixador que impediria que qualquer movimento borrasse o trabalho, além de mantê-las por mais tempo.

Começariam a trabalhar na maquiagem em seguida, mas antes que pudessem sequer separar os equipamentos, apenas com um gesto com o olhar, Ashley fez os maquiadores pararem e esperarem que seu assistente continuasse, além da própria possível réplica dela mesma. No entanto, não era como se fosse atropelar o protocolo de cortesias em função do horário - era a ministra de uma das regiões do reino, não iriam começar nada se ela não estivesse lá.




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125 Re: Ruas da Capital em Dom Jul 10, 2016 6:59 pm

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- É claro que me lembro. Como vai, senhor Alpadèr?- Ela indaga educadamente, como fora ensinada, abrindo um sorriso gentil para o homem, antes de continuar.- Presumo que já tenha visto o vestido e tenha uma ideia do que seria adequado?




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