Crônicas de Vëlimir
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Origens

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1 Origens em Ter Nov 15, 2016 9:56 pm

Achlys

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Achlys
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Durante milênios, as terras que hoje compõe o reino de Aurelis nunca viram um ser humano: das águas turquesa da costa, onde das rochas as sereias fizeram seu pequeno reino, às densas florestas do interior, onde elfos habitavam em cidades suspensas entre os galhos, suportando o peso das abóbadas verdejantes como Atlas suportava o céu, das montanhas onde os grifos faziam seus ninhos dourado. Nenhum traço, nenhuma pegada. E eram felizes em sua idílica ignorância.

Era um dia como qualquer quando as sereias avistaram a frota, longas embarcações de madeira platinada e velas brancas. Eram conquistadores, ou meros exploradores? Não sabiam ao certo. Escondendo-se entre as rochas e o quebrar das ondas, elas observaram os navios atracarem e os passageiros descerem, lanças à mão. Contudo, sua determinação fraquejaria tão logo os humanos colocassem os pés em Aurelis- não havia nada de explorador, tão pouco de conquistador naquele povo. Magros e assustados, trajando roupas solenes, sujas e desbotadas, pais com seus filhos no colo olhavam para a terra nova com reverência, como um milagre, e apropriadamente, quando a última caixa foi descarregada, se ajoelhariam para o mar e rezaram numa língua estranha.

As sereias os reconheceram pelo o que eram: refugiados, fugitivos de uma terra rendida ao caos e à anarquia, do antigo Império governado por aquela que chamavam entre sussurros Il'Reylath, a Prateada. Penalizadas com a situação precária daqueles seres, elas colocariam as armas no chão e aproximar-se-iam sob uma bandeira de paz, oferecendo condolências e muito necessário auxílio. Uma relutante aliança foi forjada e assentamentos começariam a surgir ao longo da costa, e os mesmos navios usados para trazer os humanos foram utilizados para estabelecer rotas comerciais com outras terras. Mesmo a costa de Aurelis possuía uma riqueza natural inigualável, coisas que só existiam ali, e uma simples viajem comercial gerava vultosos lucros para os investidores, e os mais bem sucedidos se tornariam os Príncipes Regentes de suas cidades.  Navios de terras longínquas começaram a atracar nos portos, trazendo, além de bens materiais, mão de obra qualificada que seria empregada para aprimorar as urbes em desenvolvimento.

Em duzentos anos, os pequenos assentamentos tornaram-se abastadas cidades, e embora cada uma fosse soberana e distinta uma da outra, eram unidas pela religião e pela cultura, formando uma federação cujos Príncipes se reuniam anualmente para discutirem a situação local. O acordo com as sereias prosperou e continuou forte graças aos casamentos promovidos entre os regentes e as descendentes das líderes, e à medida que o tempo passava elementos de ambas as sociedades começaram a se confundir e a se fundir, chegando a um ponto em que não mais podiam ser vistos como algo separado. No auge desse período, deu-se a formação da instituição mais influente do reino: a Igreja da Grande Deusa. O clero foi ordenado, tradições viraram mandamentos e dogmas, o Cântico Divino foi escrito, templos, igrejas, capelas e locais sagrados foram formalmente estabelecidos, com cerimônias toda alvorada e todo crepúsculo.

E com o fervor religioso, veio o fim da paz. Se antes viajantes andavam tranquilos pelas ruas, sem o povo da Federação olhar duas vezes, agora eram perseguidos por olhares cheios de desprezo, insultos quanto a sua raça e, em alguns lugares, hostilidade aberta. O culto a outros deuses foi proibido, e os heréticos brutalmente perseguidos e massacrados, queimados em praça pública ao som dos gritos estrondosos da população. A desconfiança subiu, e os Príncipes começaram a expandir suas terras sem cerimônia, enviando seu exército de fiéis vila após vila, profanando templos, colocando abaixo estátuas e substituindo-as com a da Grande Deusa. Caecilius de Gallia, Príncipe Regente de Elthios, convocou um Grande Conselho para discutirem uma solução diplomática, tendo grande adesão da nobreza moderada, e mesmo alguns nobres mais radicais dignaram-se a comparecer- mas nenhum deles sairia vivo. Diferentemente de Caecilius, sua filha e herdeira, Hersilia, abominava uma solução diplomática com os heréticos, e estava determinada e impedir o Grande Conselho de ser bem sucedido. O prédio ardeu em chamas, e os presentes, quase todos os que se opunham a guerra, foram massacrados. A população saiu nas ruas, linchando qualquer um que não era humano ou sereiano, qualquer um que pudesse ser um herético- afinal, quem mais poderia fazer algo tão bárbaro? E nos seus tronos, os líderes riam e brindavam pelo fim da oposição e o começo de sua cruzada.

Foram quatro séculos de guerra intermitente, séculos em que florestas arderam, civilizações ancestrais foram destruídas e povos inteiros extintos por recusarem a Grande Deusa.  A queda de Idhäll Vaër, o templo-fortaleza sagrado dos Elfos, marcou o fim do conflito e a vitória da Federação. Uma assembleia foi convocada, as novas terras foram repartidas entre a nobreza, os heróis de guerra e os magnatas que financiaram o exército; a primeira constituição foi elaborada, criando a Inquisição para perseguir quaisquer heréticos restantes e nomeando o território como Aurelis. Idhäll Vaër foi restaurada, substituindo a iconografia dos Deuses élficos pela da Grande Deusa, tornando-se então a sede da fé e lar do seu líder supremo, o Hierofante. Houve discussões sobre unificação, mas no fim não chegaram a lugar nenhum: no momento, não havia necessidade de mudanças.

Nos séculos que se seguiram, uma rede de estradas foi construída, ligando os pontos mais distantes do reino e impulsionando o desenvolvimento das cidades interioranas. Com a forte ênfase em beleza e estética do Cântico Divino, os nobres não poupavam dinheiro para manter as cidades limpas e com uma arquitetura impecável. A parte mais pobre da população foi forçada a viver em guetos emparedados, escondidos das principais ruas e avenidas, longe dos olhares das nobrezas, da importante burguesia e dos cidadãos “de bem”, como eram chamados. Higiene era primordial para a população, mesmo os nos guetos havia casas de banho públicas, e não era comum os ricos e nobres desdenharem da “sujeira” dos estrangeiros. A riqueza natural permitiu amplos avanços na fabricação de remédios, tônicos e cosméticos, e o povo de Aurelis tem orgulho de ter a mais antiga universidade de Medicina e Poções em suas terras, a Universidade de Medicina Di’Hérbzt-Ainsburgh.

Senhores da mais rica e poderosa das cidades costeira, Elthios, desde Hersilia, a Casa de Gallia via seu nome crescer em importância, ganhando proeminência sobre as outras no nível nacional e destaque no internacional. Com a unificação de Ralion, Valens de Gallia viu a necessidade de unificar o país, ou então tornar-se um alvo, e convocou um Grande Conselho. Após duas semanas de exaustivos debates e propostas, os nobres enfim chegaram a um consenso: concordavam em abrir mão dos títulos de Príncipe e submeterem-se a uma coroa... Em parte. O Grande Conselho anual estava mantido, e as Grandes Casas possuíam o direito de convocar um quando bem achassem necessário. Uma semana de debates, alianças e esquemas, em que a nobreza poderia derrubar ou endossar qualquer edito do Monarca, caso tivesse votos o suficiente.  Ao final da semana, nos degraus de Idhäll Vaër, Valens de Gallia seria coroado o primeiro soberano do Reino de Aurelis.

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Nobreza escreveu:♚ De Gallia

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