Crônicas de Vëlimir
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Origens

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1 Origens em Dom Nov 27, 2016 1:16 am

Achlys

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Achlys
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Embora todas as nações do ocidente do Mundo Mágico tenham alcançado o patamar dos milênios, todas elas possuem documentos sobre a época que surgiram, textos detalhando a queda de um regime e o estabelecimento de um novo, cartas entre nobres, entre mercadores e entre familiares. Todos, menos Ekalyon. Não são décadas, tampouco séculos que separam o surgimento do reino de seus vizinhos, mas sim milênios, milênios no quais documentos tornaram-se pó, línguas e símbolos esquecidos, raças inteiras extintas e ruínas para sempre danificadas. As névoas do tempo a tudo consomem, história e lendas se confundem até se tornarem indistinguíveis. Onde um começa, onde o outro termina? O que ocorre quando mesmo historiadores e arqueólogos não possuem certeza quanto a suas suposições e conjecturas? Quem dirá se os contos e as lendas passadas não estão mais próximos da verdade?
 
E essa é a história que aqui será contada, a que foi passada de geração em geração, imortalizada por Sábriel em seu grande épico, Da Luz ao Caos; da Sombra à Ordem. Em tempos imemoriais, as terras que hoje correspondem à Ekalyon estavam unidas sobre sobre o julgo dos Deuses Antigos, entidades caprichosas e distantes que tudo exigiam de seus seguidores, que quando não tinham seus desígnios atendidos traziam o caos ao mundo terreno. Reinariam absolutos, até que alguém surgiria para desafiá-los- a deidade conhecida como a Deusa de Prata para o povo de Ekalyon, a Grande Deusa de Aurelis. Criadora ou Arauto, não importa: ela reuniu o povo sobre sua bandeira e derrubou o Rei Mortal que perpetuava a crença aos Deuses Falsos, pondo um fim ao reino de opressão dos Deuses Antigos. Aclamada como Imperatriz, a Deusa de Prata prosseguiria para construir, nas hoje conhecidas como Terras Afogadas, uma cidade de gelo e cristal, que daria nome ao seu Império: Eliynth.

Mil anos de luz, em que os Deuses Falsos foram perseguidos e destruídos um a um, mil anos de luz que se extinguiriam de forma súbita quando Eliynth e as terras que a cercavam foram engolidas pelo mar: o sacrifício último da Deusa de Prata para sepultar os Deuses Antigos. De uma hora para outra, o poder que unia as terras desaparecera, e como se um feitiço subitamente quebrado, o que se seguiu foi o caos e a histeria. Não havia lei, não havia ordem, e apenas quem possuía poder para manter suas possessões poderia se considerar dono de algo. Pessoas se uniam em grupos de bandidos para conseguir sobreviver, tanto vilas livres quanto castelos, tomando tudo que queriam e deixando um rastro de destruição. Conhecida como a Anarquia, foi o caos e a violência desse período que levou os primeiros habitantes de humanos de Aurelis aos mares, procurando a paz de outrora. 

Foi nesse período em que Adonai viria ao mundo. De onde veio? Quem foram seus pais? Sua família? Nem seus descendentes alegam saber. O que não se nega era que o jovem Adonai era amado pelo Poder como ninguém jamais foi e jamais voltará a ser, e a ele foi dado os dons do céu e da terra, do fogo e dos mares, do metal, da luz e da escuridão; da magia e da feitiçaria. Com seus poderes, ele poderia ter feito o que quisesse, dominado o continente inteiro, e, ainda assim, Adonai preferiu durante décadas viver como um andarilho, ajudando quem precisasse, erradicando grupos criminosos e protegendo pequenas vilas.  Ele tinha fé que, com o tempo, tudo se acalmaria e a normalidade retornaria. Entretanto, ao longo dos dois séculos que seguiram, nada se resolveu. A situação, se não permaneceu estagnada, deteriorou, com os líderes locais criando leis que beneficiavam a ninguém menos que a si mesmos, causando tanto terror quanto os grupos criminosos. Adonai percebeu que era necessário um poder central para colocar ordem no caos, um governo que estabelecesse leis e as endossasse em toda a extensão do território, e ele sabia que, no momento, a única pessoa com o poder para tal era si mesmo. 

Seu poder é tão lendário quanto sua recusa em utilizá-lo a não ser em última instância. Adonai tinha medo de o próprio poder e no que poderia se tornar caso se entregasse a ele, e mesmo reconhecendo o quão desesperadora era a necessidade, preferia primeiro tentar a diplomacia. Foi com isso em mente que procurou o apoio de outras figuras poderosas, bastiões de paz em meio a Anarquia: os então líderes, ou até mesmo os próprios fundadores, das famílias que ficariam conhecidas como as Grande Casas. E embora outras tenham ascendido à posição nos milênios que se seguiram, mesmo no presente casas como os Hyperion, os Vi Alstraim, os der Saint-Altz, os Wynvernihs e os Larrystein – descendentes diretos dos T’Riybstein- são vistos como um degrau acima dos outros com quem dividem o título de Grande. Adonai barganhou o apoio de cada um deles, usando ora da sabedoria, ora a ameaça de seu poder para impor respeito e conseguir o que desejava. Unidos sobre o estandarte da Fênix Branca, eles restaurariam a ordem, organizando o que viria ser chamado de o Ministério da Magia e todo o corpo político do futuro país.


E nos degraus do Templo de Hera, no coração da pequena vila que se tornaria o coração do Reino, Adonai e sua esposa, vinda de uma das famílias aliadas (Qual, exatamente, não se sabe ao certo e todas as Grandes Casas da época dizem que pertencia a sua), seriam coroados Rei e Rainha, e do balcão do castelo anunciariam, juntos, a fundação do Reino de Ekalyon.

┈ ┈ ♔ ┈ ┈




Nobreza escreveu:♚ Branthèse 

Larrystein 
Ashënnbert Vi Alstraim
- Von Einzenberg 
Wynvernihs 
Gaerntheon 
Hyperion 
- Lockser 
Alterèsia 
- Eirligen 





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